Ação educativa/Formação de Professores

Formação de educadores - Programação V módulo

A Ação Educativa Séculos Indígenas no Brasil convida os professores da rede de ensino público e privado de João Pessoa, PB, para participarem do Fórum de Atualização sobre Culturas Indígenas. Trata-se de uma atividade de formação com o objetivo de subsidiar educadores teórica e metodologicamente para a abordagem de temas relativos à cultura e história indígena. A proposta visa atender a implantação da lei 11.645/08 que instrui sobre a inclusão do tema indígena no currículo escolar.

Este será o quinto módulo do Fórum de Atualização sobre Culturas Indígenas no âmbito deste projeto. O primeiro módulo foi realizado em outubro de 2009, na sede da FUNAI, em Brasília-DF, e contou com a participação de cerca de 200 professores. O segundo módulo foi realizado em Junho de 2010 e reuniu mais 300 professores na sede da EAPE – Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação do DF. O terceiro módulo foi realizado no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília, DF, durante a terceira edição da exposição Séculos Indígenas no Brasil. E o quarto módulo foi realizado na CAIXA Cultural Rio de Janeiro, RJ, com a participação de 130 professores.

O programa consiste de palestras, mesas redondas e laboratórios de práticas educativas abordando temas e pautas atuais acerca dos povos indígenas brasileiros. A formação contínua também está entre os objetivos desta proposta: por conta disso, um conjunto de materiais didáticos (apostilas, livros, jogos, filmes documentários), produzido no âmbito do Séculos Indígenas no Brasil, é distribuído aos educadores participantes, oferecendo instrumentos e conteúdo teórico, bem como referências para pesquisa.



PROJETO SÉCULOS INDÍGENAS NO BRASIL (PSIB) / AÇÃO EDUCATIVA

FÓRUM DE ATUALIZAÇÃO SOBRE CULTURAS INDÍGENAS – V MÓDULO

Local: Auditório da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes
Av. João Cirillo da Silva, S/N - Altiplano Cabo Branco - João Pessoa/PB.
Datas: 11 a 14 de março de 2014.

PROGRAMAÇÃO DETALHADA

Terça-feira 11/03
08h00 – Credenciamento.

08h30 – Abertura com mesa de representantes das instituições parceiras.

09h15 – Mesa 1. Educar para a diversidade e identidade

A presente abordagem busca estimular a reflexão e o debate acerca das relações entre a educação formal e não formal com os processos de constituição/afirmação da identidade indígena diante da sociodiversidade do Brasil. A questão situa-se em um contexto em que está presente o discurso de respeito à diversidade, os meios formais presentes nas políticas públicas e na legislação, a exemplo da
Lei 11.645/2008, e as contradições e desafios que fazem parte do dia-a-dia das escolas não indígenas, que desconhecem as possibilidades de dialogar com as experiências das escolas indígenas.

09h15 - 09h55 – Josafá Padilha Freire
09h55 - 10h10 – Intervalo
10h10 - 10h50 – André Ramos
10h50 - 11h30 – Debate
Erlon Costa – mediador

(Intervalo para almoço)

13h30 – Recepção das comunidades indígenas locais.



14h15 – Mesa 2. Direitos indígenas e etnocidadania
Os direitos indígenas como matéria que requer um tratamento no contexto das relações intersocietárias e em especial das relações entre Estado e povos indígenas que, segundo algumas análises, vêm sofrendo retrocessos nos últimos anos. Situa-se, também, na necessidade do diálogo com o conceito de cidadania cada vez mais presente nas políticas sociais com proposições universalizantes, ignorando as especificidades, e como se constitui a concepção de cidadania entre os povos indígenas.

14h15 - 14h55 – Fernanda Kaingang
14h55 - 15h10 – Intervalo
15h10 - 15h50 – Luciano Maia (a confirmar)
15h50 - 16h30 – Debate
Rodrigo Siqueira – mediador


Quarta-feira 12/03
08h30 – Mesa 3. Narrativas locais, sentidos globais
Esta mesa propõe refletir sobre as narrativas locais Potiguara e Tabajara, a partir de seus costumes, ritos, história e memória, para compreender sentidos globais da realidade dos povos indígenas no Brasil.
O que o processo de revitalização cultural do povo Tabajara diz a respeito da situação de indígenas brasileiros hoje? O que a resistência histórica dos Potiguara testemunha para a situação dos povos indígenas no Brasil contemporâneo?

08h30 - 09h00 – Eliane Farias
09h00 - 09h30 – Edinaldo Tabajara
09h30 - 09h45 – Intervalo
09h45 - 10h15 – Lusival Barcellos
10h15 - 10h45 – Sandro Potiguara
10h45 - 11h30 – Debate
Nazaré Zenaide – mediadora

(Intervalo para almoço)



13h30 – Mesa 4. Educação entre tradição e inovação
A educação é uma prática na fronteira entre passado e futuro. Pretende uma constante afirmação da tradição cultural, orientada, ao mesmo tempo, a sua própria superação crítica e criativa. Como a
experiência de um Mestrado Profissional em Desenvolvimento Sustentável junto a Povos e Terras Indígenas corresponde a esse desafio? Como comunidades indígenas recebem essa relação entre sua tradição e novas formas de conhecimento e tecnologias? Que relatos da contribuição indígena fazem parte do histórico de criação deste curso de mestrado profissional especificamente?

13h30 - 14h10 – Othon Leonardos
14h10 - 14h50 – Álvaro Tukano
14h50 - 15h05 – Intervalo
15h05 - 15h45 – Erlon Costa
15h45 - 16h30 – Debate
Wilma Mendonça – mediadora

Quinta-feira 13/03
Programa de atividades autogestionadas e laboratórios.
Sexta-feira 14/03
08h30 – Mesa 5. Discursos da diferença: por que falar da violência e afirmar direitos humanos?
A presente mesa tem como proposta anunciar e debater como se constrói as interpretações sobre “ser diferente” no contexto dos direitos humanos, das violências sofridas pelos povos indígenas e da
resistência dos mesmos. Essa leitura traz a visão dos povos indígenas sobre suas lutas e conquistas, a fotografia como revelação da diferença, e a fala acadêmica a situar a especificidade dos indígenas no âmbito dos direitos humanos.

08h30 - 09h00 – José Ciriaco Capitão Potiguara
09h00 - 09h30 – Wilma Mendonça
09h30 - 10h00 – Estevão Paletó
10h00 - 10h15 – Intervalo
10h15 - 10h45 – João Ripper
10h45 - 11h30 – Debate
Lúcia Guerra – mediadora

(Intervalo para almoço)



13h30 – Mesa 6. Arte indígena: a imagem indígena tecida pelo indígena
Toda forma artística sela uma aliança entre força criadora e realidade. Esta aliança caracteriza particularmente traços, usos e valores destes objetos. A arte, quando indígena, testemunha algo
particular de modos de vida que promovem alianças próprias entre criatividade e realidade. Que imagem de si mesmos esta arte pode nos revelar? Como esta arte pode nos ajudar a desconstruir
estereótipos acerca de povos indígenas para uma efetiva experiência de encontro com alteridades?

13h30 - 14h15 – Maria Inês de Almeida
14h15 - 15h00 – Ailton Krenak
15h00 - 15h45 – Debate
Frank Coe – mediador
15h45 - 16h30 – Encerramento.